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Chamada para Artigos - Confluenze - Rivista di Studi Iberoamericani

Prezados Colegas,

 

Esperando colaborar para a discussão científica contemporânea sobre a cultura Ibérica e Ibero-americana, mandamos abaixo o primeiro call for papers da recém-nascida "Confluenze. Rivista di Studi Iberoamericani", junto a uma apresentação do projecto editorial.

 

Podem ler tudo em italiano, espanhol e português aqui:

http://confluenze.cib.unibo.it

 

Com os melhores cumprimentos

 

Luis Fernando Beneduzi, Edoardo Balletta, Vincenzo Russo, Marcos Rico Domínguez, Sofia Venturoli

 

A Redação

Confluenze. Rivista di Studi Iberoamericani, Dipartimento di Lingue e Letterature Straniere Moderne, Alma Mater Studiorum Università di Bologna.

 

Rivista Confluenze


Prezados Colegas,

 

queriamos informar-vos que o termo para o envio de ensaios e artigos para o segundo número da revista é o dia 15 de Outubro 2009.

 

 

Com os melhores cumprimentos

 

Luis Fernando Beneduzi, Edoardo Balletta, Silvia Cavalieri, Vincenzo Russo, Marcos Rico Domínguez, Sofia Venturoli

 

A Redação

Confluenze. Rivista di Studi Iberoamericani, Dipartimento di Lingue e Letterature Straniere Moderne, Alma Mater Studiorum Università di Bologna.

 

 

http://confluenze.cib.unibo.it



Língua e Identidade

 

 

A língua, enquanto dispositivo modelizante que está sujeito à acção conjunta de forças centrípetas e centrífugas, desempenha um papel fundamental na configuração do complexo fluxo de representações identitárias que se produz, mais ou menos problematicamente,  em todas as culturas.

Pois, é através da linguagem que as relações sociais são filtradas, classificadas, orientadas, e até criadas, tendo inevitavelmente um carácter (também) linguístico e influenciando a evolução da própria língua, como produto de um processo social.

Igualmente, a questão linguística tem sempre um alcance político, tal como é evidente por exemplo, no debate sobre a formação dos estados nacionais europeus mas também latino-americanos que certas correntes de cariz idealista ainda pretendiam fundar no falso preconceito da existência de um monolinguismo vinculante que acabava por ignorar a poliglossia de muitas entidades nacionais, já consolidadas, tal como o plurilinguismo interno que toda língua viva conhece. Esta relação, profundamente perturbada, com a língua tem grande relevância nos contextos coloniais e pós-coloniais, onde as línguas europeias foram veículo de dominação, interpretação do real e de condicionamento dos processos cognitivos, durante séculos; criando situações de estranhamento linguístico e identitário. Em contrapartida, foi-se produzindo, a vários níveis e em épocas diferentes, toda uma série de estratégias de elusão ou superação e de regeneração que vão desde a recuperação das línguas nativas em risco de extinção até à trasformação criativa e transfiguradora da língua do colonizador que se torna um instrumento dúctil e capaz de expressar a alteridade que o próprio colonizador sempre pretendeu imunizar impondo a sua língua sobre as línguas autóctones.

Mais do que com línguas e identidades distintas lidamos com zonas híbridas, de fronteira: espaços intersticiais que já foram, ou que se poderão convertir em, lugares de interessantes transformações que não pertencem necessariamente às áreas periféricas pois que reflectem os seus efectos também naquilo que, numa perspectiva mais estática, definiríamos Centro, ou que se originam como variantes diastráticas próprias de certas faixas sociais mais baixas para se difundirem posteriormente de maneira transversal. Nestes intra-lugares, ao mesmo tempo ousados e férteis, é possível colocar conscientemente também a experiência da tradução, enquanto delicado exercício de suspensão entre familiaridade e longitude, ou ainda, as linguagens produzidas pelas novas tecnologias informáticas, que conjugam elementos da língua escrita com elementos típicos da oralidade, acabando, como afirma Wlad Godzich, com o conceito tradicional de literacia: contando “outras histórias” com outras linguagens e começando assim, mesmo que imperceptivelmente,  o processo de erosão das obsoletas hierarquias de poder entre Norte e Sul do mundo.


 
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 Paulo Paixão