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Chamada para publicações - Revista AEDOS - UFRGS

Caros colegas e amigos:

 

Apresento-lhes a nova chamada para contribuições da Revista Aedos, aberta dos dias 12 de fevereiro a 12 de abril de 2010. O tema do dossiê, nesta edição, será: “Lugares do fazer: instituições de pesquisa e/ou ensino de história.”

Peço gentilmente que o edital seja divulgado em todos os meios interessados. O mesmo segue anexo, e no corpo de e-mail, logo abaixo.

Convido também a acessarem o site da Revista: www.seer.ufrgs.br/aedos

Muito Grato pela atenção

Marcello Paniz Giacomoni

 

 

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL

INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA

 

 

Aedos

Revista do Corpo Discente do Programa de

Pós-Graduação em História da UFRGS

 

Chamada para Publicação

 

            A Revista Aedos é a publicação em sítio eletrônico e em CD-ROM do Corpo Discente do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Seu objetivo é proporcionar mais um espaço para divulgação e debate de trabalhos acadêmicos inéditos na área de História, na forma de artigos, resenhas de livros, discussões historiográficas, entrevistas, etc.

Para compor a sexta edição, referente ao primeiro semestre de 2010, Aedos receberá, de 12 de fevereiro a 12 de abril de 2010, artigos (para o dossiê temático e sobre assuntos diversos inseridos em uma de nossas quatro linhas de pesquisa), além de contribuições na forma de resenhas e de comentários críticos para a seção Mesa Redonda. A submissão dos trabalhos será feita unicamente através do sítio da Revista, mediante cadastro do(s) autor(es).

 

Dossiê: “Lugares do fazer: instituições de pesquisa e/ou ensino de história.”

           História é uma palavra polissêmica. Sendo assim, seu sentido é diverso e abarca diversas facetas da prática historiográfica. Na década de 1970, Michel de Certeau, participando da coleção organizada por Jacques Le Goff e Pierre Nora, Faire l’histoire, publicou um texto intitulado L’opération historique. Neste trabalho, o autor francês apresentou os três elementos que para ele eram fundamentais para pensar a produção do conhecimento histórico: nossa disciplina possui uma prática que tem como resultado umtexto, mas que, principalmente, se produz a partir de um lugar social. Assim como outras formas de conhecimento, a história tem um lugar de origem, e esse amplia e delimita aquilo que se entende, num dado momento, por “fazer história”.

A preocupação com o lugar de produção da história pode ser traduzida nos trabalhos que têm como objeto as instituições de pesquisa responsáveis por representar um determinado passado. Essas instituições apresentam uma ampla gama de variações ao longo do tempo, e podem ser identificadas com as academias reais no século XVIII, na França, em Portugal e no Brasil, e também com as casas editoriais das coroas européias responsáveis pelas publicações dos livros de história nesse período. Ou ainda a construção das histórias nacionais dentro de institutos históricos no século XIX, do qual o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) possivelmente seja o exemplo mais estudado em relação ao Brasil. As pesquisas contemporâneas sobre essas instituições apontam para diferentes abordagens historiográficas, sejam os estudos dedicados à composição social e o papel político jogado por estas instituições (quem são os seus membros? Quais são os seus objetivos manifestos e suas realizações práticas?), sejam trabalhos voltados para a prática historiográfica e o texto produzido no interior dos institutos, academia e faculdades.

Contudo, nossa disciplina não é apenas matéria de pesquisa. A história também é ensinada, e as instituições atuam decisivamente na prática pedagógica. O passado dos homens e mulheres esteve presente desde os “currículos” das primeiras iniciativas confessionais de educação sistemática, até a organização do ensino público, dentro do ideal republicano adotado pelos estados-nação em formação, onde conhecer o passado em comum era construir um sentimento de identidade, capaz de traçar um elemento uno em algo que, inicialmente, era uma colcha de retalhos. Neste sentido, ela tem um papel que ultrapassa os portões dos locais de ensino e se converte em prática política.

O dossiê temático da revista Aedos, aproveitando/comemorando o aniversário de 90 anos do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul (IHGRS), receberá artigos que desenvolvam esta temática, nas diversas temporalidades possíveis, sob as mais variadas vertentes teóricas, versando, assim, sobre este tipo específico de lugar social de produção do conhecimento histórico: as instituições de pesquisa e/ou ensino em História.

 

Demais artigos:

A Revista Aedos aceitará artigos inéditos na área de História (e/ou de outras, desde que estabeleçam diálogo com a História) sobre temas relacionados a uma das quatro linhas de pesquisa do PPG em História da UFRGS:

- Relações Sociais de Dominação e Resistência: tem como ênfase as múltiplas formas pelas quais os sujeitos sociais se constituem, relacionam-se, dominam, resistem, reagem, constroem/destroem uma ordem social. Nesta perspectiva estão contemplados, entre outros: relações econômicas, relações de classe, relações de trabalho, relações de gênero, constituição de identidades sociais, minorias, rebeldia popular, movimentos sociais, organizações populares, lutas urbanas, lutas camponesas, estratégias de dominação e resistência, relações familiares, constituição e disciplinamento do espaço urbano e a vida cotidiana.

- Relações de Poder Político-Institucionais: tem como ênfase a constituição, legitimação, exercício, ocultamento e as várias formas de contestação dos múltiplos poderes que se desenvolvem no âmbito político-institucional. Nesta perspectiva estão contempladas questões como: Estados nacionais, separatismos e relações internacionais; origem e difusão dos nacionalismos; fronteiras; identidades regionais e nacionais; a criação e a institucionalização dos espaços público e privado, a construção da cidadania e seu exercício; regimes autoritários e democracia; instituições partidárias, hospitalares, religiosas, carcerárias e militares; legislação e transgressão; ordem e desordem; reforma e revolução.

- Cultura e Representações: a linha tem como eixo que aproxima as pesquisas dos seus professores uma abordagem teórica pertinente à História Cultural, ou seja, aquela centrada no conceito da representação e no entendimento da cultura como uma construção de sentidos partilhados. Enfoca as diversas práticas e representações coletivas pelas quais os homens, através da história, atribuem significado ao mundo. Este campo contempla as análises sobre a construção das múltiplas identidades (étnicas, raciais, de gênero, regionais, nacionais, urbanas); a produção de saberes e relações de poder; as variadas formas de produção, transmissão, recepção e difusão da cultura; as condições de emergência, construção e transmissão da memória e do patrimônio; os estudos sobre a narrativa e a leitura e, em particular, a escrita da história; as relações entre a história e a literatura; o estudo das sensibilidades e da subjetividade; a produção de mitos, utopias e imaginários sociais; os estudos sobre iconografia e iconologia; as análises sobre a ordenação do espaço, as práticas sociais e as representações do mundo urbano; os estudos sobre a institucionalização de ritos; a produção significada da cultura material.

- Teoria da História e Historiografia: Tem como ênfase a problemática da produção do conhecimento histórico, em suas dimensões teórico-metodológicas e historiográficas. Desenvolve investigações sobre percursos historiográficos com delimitações espaciais, temporais ou temáticas; também se ocupa – sem desconhecer sua historicidade e caráter instrumental – das tendências analíticas, escolas, teorias e métodos presentes no trabalho do historiador e questões que, com diferentes abordagens, comparecerem, tais como: estrutura/sujeito; fragmentação/totalidade; temporalidade/espacialidade; objetividade/subjetividade; realidade/representação; cotidiano/história; ciência/ficção; interdisciplinaridade.

 

Comentários críticos (Mesa Redonda):

            No intuito de fomentar a troca de ideias e de experiências de pesquisa, Aedos publicará, em seu sexto número, comentários que problematizem o texto Populismo radical e processo bolivariano: o conceito de populismo de Ernesto Laclau nas análises da Venezuela contemporânea”, de autoria de Vicente Neves da Silva Ribeiro, Mestre pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a ser publicado na seção Artigos do quinto número. Visto que o objetivo da referida seção é estimular debate, as críticas recebidas serão apreciadas pelo autor, que terá o direito de publicar réplica.

 

Normas para publicação:

            Os trabalhos deverão ser submetidos no sítio www.seer.ufrgs.br/aedos, sendo necessário que estejam dentro dos seguintes padrões:

 

Artigos

-          Número de páginas: de 15 a 25 (com bibliografia)

-          Margens:

Esquerda e superior: 3cm;

Direita e inferior: 2cm;

-          Alinhamento: justificado

-          Fonte: Times New Roman

-          Corpo: 12

-          Espaço entre linhas: 1,5

-          Recuo de primeira linha: 1,25cm à margem esquerda

-          Citações de mais de 3 linhas: mesma fonte, corpo 11, espaço simples, justificado, recuo de  4 cm da margem esquerda

-          Notas de rodapé: Times new roman, corpo 10, espaço simples, justificado

-         Tamanho do papel: A4

-          Tipo de arquivo: .doc ou .rtf

-          O título do artigo deve estar centralizado e em negrito. Não deve ser colocado nenhum dado relativo à autoria no documento. O(s) nome(s) do(s) autor(es), titulação, bem como a instituição à qual se vincula(m), deve(m) ser inserida(s) ao longo do processo de submissão na própria página da Revista. Em nota explicativa, se for da vontade do(s) autor(es), poderá constar período de tramitação da pesquisa, desde que tais informações não remetam à autoria. Esse procedimento visa a assegurar o anonimato no processo de avaliação (avaliação cega).

-          Abaixo do título, deve-se incluir um resumo no mesmo idioma do texto, contendo de 100 a 200 palavras em Times New Roman, corpo 10, espaço entre linhas simples, acompanhado de três a cinco palavras-chave, seguidos de uma versão em inglês (title, abstract e keywords) ou em francês (titre, resumé e mots-clés). Estes itens deverão ser inseridos também na página da Revista durante o processo de submissão do trabalho.

-          Imagens (se utilizadas):

Inseridas no corpo do texto e enviadas em anexo, em arquivos independentes, no formato JPEG, GIF ou PNG, com resolução mínima de 300 dpi e dimensões máximas de 15 cm x 21 cm;

Devem conter as referências disponíveis (autor, ano ou data, nome da publicação, etc.), inseridas logo abaixo da imagem;

A identificação deve aparecer na parte inferior, precedida da palavra designativa, seguida do número da ordem de ocorrência no texto (em algarismos arábicos), do título e/ou da legenda explicativa, em fonte de corpo 10, espaço simples, centralizado;

A permissão para a publicação das imagens é de inteira responsabilidade do(s) autor(es);

 

Resenhas

-          Número de páginas: de 3 a 5

-          Margens:

Esquerda e superior: 3 cm

Direita e inferior: 2 cm

-          Alinhamento: justificado

-          Fonte: Times New Roman

-          Corpo: 12

-          Espaço entre linhas: 1,5

-          Recuo de primeira linha: 1,25 cm à margem esquerda

-          Tamanho do papel: A4

-          Tipo de arquivo: .doc ou .rtf

-          Referência completa do livro resenhado em negrito.

-          Nome(s) do(s) autor(es) da resenha alinhado(s) à direita e instituição de origem ao lado, entre parênteses.

-          As referências a outros autores e demais citações devem ser colocadas em notas de fim, bem como os dados de formação e endereço de correio eletrônico para contato.

 

Serão aceitos para publicação resumos críticos de livros na área de História ou disciplinas afins, publicados no Brasil há, no máximo, cinco anos, e no exterior há, no máximo, dez anos. A Aedos admitirá, também, resenhas de livros clássicos na área de História ou disciplinas afins, entendendo-se por “clássicos” livros que marcaram o debate historiográfico. Neste caso, o Conselho Editorial reserva o espaço de uma resenha de clássico por edição. A avaliação das resenhas será feita pelo Conselho Editorial, que poderá, eventualmente, nomear pareceristas ad hoc para tal fim.

 

Comentários críticos

-          Número de páginas: de 3 a 5

-          Margens:

Esquerda e superior: 3 cm

Direita e inferior: 2 cm

-          Alinhamento: justificado

-          Fonte: Times New Roman

-          Corpo: 12

-          Espaço entre linhas: 1,5

-          Recuo de primeira linha: 1,25cm à margem esquerda

-          Tamanho do papel: A4

-          Tipo de arquivo: .doc ou .rtf

-          Título da crítica centralizado e em negrito;

-          Nome(s) do(s) autor(es) do comentário crítico alinhado(s) à direita e instituição de origem ao lado, entre parênteses.

-          As referências a outros autores e demais citações devem ser colocadas em notas de fim, bem como os dados de formação e endereço de correio eletrônico para contato.

 

Observações:

  1. Serão aceitos artigos, resenhas e comentários críticos nas línguas portuguesa e espanhola;
  2. As notas (explicativas ou remissivas a fontes) devem estar no final do documento, ordenadas sequencialmente em números arábicos e obedecendo à seguinte formatação: fonte Times New Roman, corpo 10, espaço entre linhas simples e alinhamento justificado.
  3. A reprodução direta ou indireta de informações expressas por outros autores (citações) deve obedecer ao sistema autor-data;
  4. As referências bibliográficas deverão estar de acordo com a padronização ABNT:

a) no texto: ex.: (PESAVENTO, 2001, p. 130).

b) na bibliografia: ex.: BLOCH, Marc. Apologia da História: ou o oficio de historiador.  Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.

  1. A bibliografia completa e em ordem alfabética deve vir relacionada ao final do texto;
  2. As páginas não devem ser numeradas.

 

Atenção:

-          Artigos, resenhas e comentários críticos redigidos em português devem obedecer ao Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, aprovado em 2008 e em vigor a partir de 2009;

-          Todos os trabalhos serão apreciados pelo Conselho Editorial, e os artigos submetidos a pareceristas;

-          A Revista Aedos compromete-se em informar os autores a respeito da publicação ou não publicação de seus trabalhos;

-          O Conselho Editorial, no intuito de estimular a participação, limita o número de trabalhos enviados: para cada edital, um único por autor;

-          O Conselho Editorial reserva-se o direito de vetar comentários críticos para a seção Mesa Redonda que contenham conteúdo ofensivo e/ou preconceituoso;

-          Os direitos autorais dos trabalhos publicados na Revista pertencem ao(s) autor(es);

-          Não haverá qualquer pagamento pela publicação na Revista Aedos;

-          As opiniões emitidas no trabalho, bem como eventuais revisões de língua portuguesa, espanhola, inglesa ou francesa e estilo de redação, são de responsabilidade exclusiva do(s) autor(es);

-          Os trabalhos que não contemplarem as normas editoriais não serão avaliados para publicação;

-          A publicação da Revista Aedos em CD-ROM não visa à comercialização, mas apenas  à sua distribuição gratuita para bibliotecas, instituições de pesquisa e autores dos trabalhos publicados;

-          A remessa de originais implica na aceitação destas condições.

 

Porto Alegre, 12 de fevereiro de 2010.

 

Aedos

 Revista do Corpo Discente do Programa de

Pós-Graduação em História da UFRGS

Conselho Editorial:

Caroline Rafaela Heck (Doutoranda)

Cristiano Pinheiro de Paula Couto (Doutorando)

Débora Regina Vogt (Mestranda)

Diego Speggiorin Devincenzi (Mestrando)

Elenita Malta Pereira (Mestranda)

Juliano Francesco Antoniolli (Mestrando)

Karina Moreira Ribeiro da Silva e Melo (Mestranda)

Marcello Paniz Giacomoni (Mestrando)

Mônica Karawejczyk (Doutoranda)

Rafael Vicente Kunst (Mestrando)

Soraia Sales Dornelles (Mestranda)

Vitor Claret Batalhone Júnior (Mestrando)


 
Data:
 
  Rua Caldas Júnior, 20 - Sala 24 - Porto Alegre/RS - CEP 90010-260
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